Depois de ter surgido em protótipo e de, num vídeo de antevisão, já se terem percebido algumas das suas linhas, o CUPRA Born foi agora apresentado de forma oficial.
Sendo o primeiro automóvel totalmente elétrico da CUPRA, o Born assume igualmente o papel de ponta de lança na ofensiva elétrica da marca.
Assente na plataforma MEB - a mesma dos Volkswagen ID.3 e ID.4 e do Skoda Enyaq iV -, o novo CUPRA Born exibe proporções que deixam transparecer esse parentesco. Ainda assim, e à semelhança do que é habitual na CUPRA, o modelo procura afirmar uma identidade própria.
Tipicamente CUPRA
A frente apresenta-se com um desenho mais vincado e desportivo, com faróis LED integrais e uma entrada de ar inferior de grandes dimensões, rematada por uma moldura em tom cobre (já um verdadeiro cartão-de-visita da CUPRA).
Visto de lado, chamam a atenção as jantes de 18”, 19” ou 20”, bem como a pintura texturada aplicada no pilar C. Ao criar uma separação visual entre o tejadilho e o restante volume da carroçaria, esta solução pretende reforçar, segundo a marca, a sensação de “tejadilho flutuante”.
Na traseira, o CUPRA Born recorre a uma assinatura já utilizada nos CUPRA Leon e Formentor, com uma faixa luminosa a ocupar toda a largura do portão. Há também óticas LED integrais e, mais abaixo, um difusor traseiro bem visível.
No habitáculo, a organização dos vários componentes (saídas de ventilação, ecrã central, entre outros) mantém-se alinhada com o que a CUPRA tem vindo a adotar. Ainda assim, é apontada uma diferenciação bem-vinda face ao interior do “primo” Volkswagen ID.3.
Feito com recurso a materiais reciclados, o interior do CUPRA Born destaca-se pelo ecrã de 12”, pelo volante de inspiração desportiva e pelos bancos tipo baquet (com revestimento em plástico reciclado, obtido a partir de resíduos plásticos recolhidos nos oceanos), além do visor de projeção e do painel de instrumentos digital.
Na vertente da conectividade, o CUPRA Born estreia a aplicação recentemente desenvolvida “Minha CUPRA”, através da qual é possível gerir vários sistemas (incluindo o de carregamento). Soma-se ainda a integração sem fios com Apple CarPlay e Android Auto.
Os números do CUPRA Born
No total, o CUPRA Born vai ser proposto com três baterias (45 kW, 58 kW ou 77 kWh) e três patamares de potência: (110 kW) 150 cv, (150 kW) 204 cv e, a partir de 2022 com o pacote de performance e-Boost, 170 kW (231 cv). Em todas as versões, o binário mantém-se fixo nos 310 Nm.
Começando pela opção de entrada, com 110 kW (150 cv), esta surge exclusivamente combinada com a bateria de 45 kWh. A autonomia anunciada ronda os 340 km e a aceleração dos 0 aos 100 km/h é cumprida em 8,9s. Já a variante de 150 kW (204 cv) vem associada à bateria de 58 kWh, permite até 420 km de autonomia e faz o 0 aos 100 km/h em 7,3s.
No topo, as versões com o pacote de performance e-Boost e 170 kW (231 cv) podem ser configuradas com as baterias de 58 kWh ou 77 kWh. Com 58 kWh, a autonomia fica perto de 420 km e os 100 km/h são atingidos em 6,6s; com 77 kWh, a autonomia aumenta até aos 540 km e o registo dos 0 aos 100 km/h passa para 7s.
No capítulo do carregamento, com a bateria de 77 kWh e ligado a um carregador de 125 kW, é possível recuperar 100 km de autonomia em apenas sete minutos e passar dos 5% aos 80% de carga em somente 35 minutos.
Afinação específica
Como seria expectável, a CUPRA dedicou atenção particular ao acerto do chassis do Born. Assim, o modelo conta com suspensão de afinação própria, diversas regulações do sistema DCC (suspensão adaptativa) e quatro modos de condução: “Autonomia”, “Conforto”, “Individual” ou “CUPRA”. A lista inclui ainda direção progressiva e ESC Desportivo (controlo de estabilidade).
Produzido em Zwickau, na Alemanha - a mesma unidade onde é fabricado o ID.3 -, o CUPRA Born deverá começar a sair da linha de montagem já em setembro, embora ainda não exista confirmação sobre a chegada aos concessionários. A variante mais potente e-Boost só ficará disponível em 2022.
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