O Mercedes-Benz EQS tem sido revelado de forma faseada. Depois de já ter sido mostrado o habitáculo, que pode ser dominado (em opção) pelo MBUX Hyperscreen, chegam agora mais detalhes sobre os números do seu conjunto propulsor elétrico.
Baterias, autonomia e gestão térmica no Mercedes-Benz EQS
A alimentação energética assenta numa arquitetura de 400 V e em duas opções de bateria, com 90 kWh ou 107,8 kWh de capacidade útil. Com esta configuração, o EQS anuncia uma autonomia máxima de até 770 km (WLTP).
Para garantir o melhor desempenho em diferentes condições, as baterias recorrem a refrigeração líquida e podem ser aquecidas ou arrefecidas antes - ou mesmo durante - a viagem. O objetivo é simples: chegar a um posto de carregamento rápido com a bateria na temperatura ideal de funcionamento.
Carregamento: AC 22 kW e DC até 200 kW
No carregamento em casa, o Mercedes-Benz EQS contará com um carregador de bordo de 22 kW. Já em postos rápidos DC (corrente direta), este topo de gama alemão poderá carregar a potências de até 200 kW.
Segundo a Mercedes-Benz, neste cenário bastam 15 minutos para repor 300 km de autonomia nas unidades equipadas com a bateria de maior capacidade. De forma curiosa, no Japão o EQS terá capacidade para “devolver” energia à rede elétrica.
E a potência?
A par dos dados de baterias e autonomia do EQS, a Mercedes-Benz revelou também os primeiros valores de potência do seu novo modelo elétrico de referência.
Numa fase inicial, estarão disponíveis duas variantes: uma de tração traseira, com um motor (EQS 450+), e outra com tração integral e dois motores (EQS 580 4MATIC). Mais à frente está prevista uma versão de cariz desportivo com ainda mais potência.
No caso do EQS 450+, a potência anunciada é de 333 cv (245 kW) e o binário de 568 Nm, com consumos entre 16 kWh/100 km e 19,1 kWh/100 km.
Já o EQS 580 4MATIC chega aos 523 cv (385 kW), graças a um motor traseiro de 255 kW (347 cv) e a um motor dianteiro de 135 kW (184 cv). Aqui, os consumos oscilam entre 15,7 kWh/100 km e 20,4 kWh/100 km.
Quanto às prestações, para já a Mercedes-Benz limitou-se a divulgar a velocidade máxima que, independentemente da versão, está limitada a 210 km/h.
Há muitas formas de poupar energia
Como seria de esperar, a autonomia anunciada de até 770 km não depende apenas da elevada capacidade das baterias.
Para ajudar o EQS a “esticar a autonomia”, a Mercedes-Benz equipou-o com um sistema de regeneração de energia com vários modos. A intensidade pode ser ajustada através de duas patilhas atrás do volante e o sistema consegue recuperar até 290 kW de energia.
A somar a isto, surge um coeficiente aerodinâmico de apenas 0,20 - um valor de referência que faz do Mercedes-Benz EQS o automóvel de produção mais aerodinâmico do mundo. Entre as soluções que lhe permitem “cortar o ar” estão os puxadores retráteis e as jantes com desenho aerodinâmico.
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