A primeira aparição do CUPRA Tavascan aconteceu pouco antes do Salão de Frankfurt de 2019, quando a marca espanhola apresentou ao público a sua interpretação de um «SUV-coupé» 100% elétrico com um ADN assumidamente desportivo.
Do protótipo de 2019 ao sinal verde em 2021
Desde esse momento, Wayne Griffiths, diretor executivo da CUPRA, empenhou-se em levar o protótipo à produção. A autorização interna - a tal «luz verde» - só surgiria 18 meses mais tarde, já em 2021.
Nessa fase, ficou igualmente confirmado que o segundo modelo totalmente elétrico da CUPRA - depois do Born - entraria no mercado em 2024.
Primeiros testes e as pistas do Extreme E
Alguns meses depois, em setembro, foi avistada na estrada a primeira «mula de testes», ainda camuflada com carroçaria de Volkswagen ID.4. Isso validou desde logo que o novo Tavascan assentaria também na MEB, uma das plataformas do Grupo Volkswagen desenvolvidas especificamente para modelos elétricos.
Para reforçar o momento e o nome, a CUPRA decidiu ainda chamar Tavascan Extreme E Concept ao seu todo-o-terreno elétrico de competição que participa no campeonato Extreme E.
Apesar de ter pouco ou nada em comum com o futuro modelo de produção, o Tavascan Extreme E Concept acabou por antecipar alguns traços visuais do «SUV-coupé» espanhol, em particular a assinatura luminosa com três triângulos, diferente da do Tavascan mostrado em 2019.
Ainda muito expressivo… como o original
Avançando para… ontem: durante o evento “Impulso Imparável”, no qual a CUPRA detalhou planos e ambições até 2025 e onde estivemos presentes, a marca revelou aquela que deverá ser a forma final do Tavascan, voltando a apontar 2024 como o ano do lançamento.
O que se percebe, para já, é que a equipa de design da CUPRA - atualmente liderada por Jorge Diez - procurou aproximar o modelo de produção o máximo possível do protótipo de 2019. Basta colocar lado a lado as duas propostas.
Ainda faltam mais imagens para medir com rigor as diferenças - tal como aconteceu com o Terramar apresentado no mesmo evento, a CUPRA divulgou apenas uma imagem oficial do modelo -, mas o Tavascan mostrado ontem, além de exibir uma assinatura luminosa distinta e um logótipo reposicionado, aparenta ter superfícies menos curvilíneas e linhas mais retas do que as do conceito de 2019.
Mesmo assim, mantém uma presença agressiva e dinâmica, com destaque para os flancos fortemente esculpidos.
Quanto ao habitáculo, tudo indica que seguirá um caminho igualmente arrojado - a CUPRA partilhou uma imagem durante o evento -, marcando uma distância evidente face a outros modelos com os quais partilha a mesma base.
E mais?
A CUPRA praticamente não adiantou mais detalhes sobre o Tavascan. Ainda assim, sendo certo que utilizará a MEB, seria natural que herdasse soluções muito semelhantes - ou mesmo iguais - às de outras propostas do grupo alemão que recorrem a esta plataforma, como os já referidos ID.4 e também o ID.5, o Škoda Enyaq ou o Audi Q4 e-tron.
O que a MEB sugere: bateria e potência
Sabe-se que estas configurações podem receber baterias até 82 kWh (capacidade total) e que, por enquanto, as variantes mais potentes contam com dois motores elétricos (um por eixo, garantindo tração integral) e uma potência máxima de 220 kW, ou seja, 299 cv.
Se existirão alterações ou novidades neste capítulo, teremos de esperar quase dois anos pelo lançamento do CUPRA Tavascan, o «SUV-coupé» da marca espanhola.
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