Nos próximos cinco anos, a Dacia deverá ter uma agenda particularmente preenchida. Essa intenção fica clara no plano de reestruturação do Grupo Renault, o Renaulution, que antecipa até a chegada de um novo SUV inspirado no Dacia Bigster Concept.
Antes de lá chegar, importa enquadrar o momento da marca: após 15 anos de operação, presença em 44 países e sete milhões de automóveis vendidos, a Dacia quer agora consolidar e reforçar a posição que conquistou.
Como primeiro passo, a marca vai passar a integrar uma nova unidade de negócio dentro do Grupo Renault, denominada Dacia-Lada. A meta é potenciar sinergias entre as duas insígnias do grupo francês, embora ambas mantenham atividade independente e identidades próprias.
Uma base única e novos modelos
À semelhança do que já se verificou com o novo Sandero, os próximos Dacia (e também os Lada) irão assentar na plataforma CMF-B, derivada da utilizada noutros modelos da Renault, como o Clio.
Com esta decisão, as duas marcas pretendem reduzir a complexidade industrial: das quatro plataformas atualmente em utilização para apenas uma, e de 18 tipos de carroçaria para 11.
Ao recorrer a esta arquitetura, os futuros modelos da Dacia passam igualmente a poder integrar, por exemplo, tecnologia híbrida. O propósito é garantir que estes automóveis continuem a cumprir as normas de emissões, cada vez mais exigentes.
Além disso, a Dacia está a preparar o lançamento de três novos modelos até 2025. Um deles será desenvolvido a partir do Bigster Concept e representa também a entrada direta da marca no segmento C.
O Dacia Bigster Concept
Com 4,6 m de comprimento, o Dacia Bigster Concept não só se assume como a proposta da marca romena para o segmento C, como deverá também posicionar-se como o novo topo de gama da Dacia.
Apresentado como a materialização da evolução da marca, o Bigster Concept surge ainda como um sucessor (não direto, naturalmente) do Lodgy, o monovolume de sete lugares que deverá sair de cena em breve.
No capítulo estético, o Bigster Concept integra - e, como seria expectável, desenvolve - os traços de design mais característicos da Dacia. Um dos exemplos mais evidentes é a assinatura luminosa em “Y”.
Lada também entra nas contas
Se a Dacia prevê apresentar três novidades até 2025, a Lada planeia ir ainda mais longe, com um total de quatro novos modelos no mesmo horizonte temporal.
Também assentes na plataforma CMF-B, alguns destes futuros Lada deverão contar com motorizações a GPL. Entre as previsões está igualmente a entrada da marca russa no segmento C.
Quanto ao conhecido (e quase eterno) Lada Niva, o substituto está apontado para 2024 e utilizará igualmente a base CMF-B. Previsto em dois tamanhos (“Compacto” e “Médio”), manter-se-á fiel à tração integral.
Até ser revelado, a Lada partilhou uma imagem que sugere um estilo fortemente inspirado no modelo original.
Por fim, como curiosidade, o Niva de sempre - que há alguns anos era identificado apenas como Lada 4×4, numa fase em que o nome Niva tinha transitado para um modelo da Chevrolet - voltou a adotar a designação pela qual se tornou célebre, passando agora a chamar-se Niva Legend.
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