Depois do Atom e do Nomad, a Ariel revelou agora o Hipercar, um hipercarro 100% elétrico - que já tinha sido antecipado há cinco anos - e que a marca apresenta como o projeto mais radical alguma vez levado a cabo pela pequena construtora britânica.
O impacto começa logo no desenho: este pequeno coupé surge carregado de apêndices aerodinâmicos, a ponto de lembrar um caça transformado em automóvel. E o tom “cinematográfico” não fica por aqui, porque o Hipercar encaixaria sem esforço como o próximo carro do Batman.
Ainda assim, apesar de o aspeto exterior agressivo ser o primeiro elemento a chamar a atenção, está longe de ser o único destaque deste modelo.
Na base do projeto está um chassis tubular em alumínio, acompanhado por painéis de carroçaria e jantes em fibra de carbono… ou, pelo menos, será esse o objetivo final. É que, neste primeiro protótipo de testes, os painéis de carroçaria visíveis são mais pesados e foram produzidos com recurso a impressão 3D.
Isso reflete-se na massa do protótipo, que «acusa» elevados 1759 kg. No entanto, quando o Hipercar estiver concluído e pronto para chegar ao mercado - e depois de cumprir a “dieta” de fibra de carbono -, o peso final deverá ficar abaixo dos 1500 kg, como explicou Simon Saunders, diretor da Arial, aos britânicos da Top Gear - algo que deverá acontecer dentro de 18 meses.
Mesmo assim, continuará a ser (com larga margem) o modelo mais pesado alguma vez criado pela Ariel.
Quatro motores… e uma turbina
O que realmente diferencia este Hipercar (derivado de “High Performance Carbon Reduction”) do resto da gama Ariel é o que está escondido sob a carroçaria: quatro motores elétricos, um por roda - 220 kW ou 299 cv e 450 Nm cada um -, para uma potência máxima combinada de 880 kW (1196 cv) e 1800 Nm de binário máximo.
Com estes valores, o Hipercar promete acelerar dos 0 aos 96 km/h em apenas 2,09s e ir dos 96 km/h (60 mph) aos 193 km/h (120 mph) em meros 3,51s. Já a aceleração dos 0 aos 160 km/h será cumprida em menos de 5s.
Para quem considere estes números excessivos, haverá uma variante menos potente, equipada apenas com dois motores elétricos e, por isso, com prestações mais contidas: 598 cv e 900 Nm.
Turbina capaz de rodar a 110 000 rpm
A sustentar este “monstro” elétrico está uma arquitetura de 800 V e uma bateria de 62 kWh (56 kWh úteis), que aponta para uma autonomia máxima de até 241 km (WLTP).
Para quem precisar de percorrer maiores distâncias, o Ariel Hipercar poderá receber uma turbina a gás que funciona como extensor de autonomia.
Sim, é mesmo isso: uma mini-turbina a jato com 35 kW (48 cv), desenvolvida pela Cosworth, capaz de carregar a bateria com o carro em andamento e, assim, evitar quaisquer preocupações de autonomia. Segundo a Ariel, esta turbina será capaz de girar a 110 000 rpm e produzir um som semelhante ao de um avião a jato.
Quanto vai custar?
A marca do Reino Unido já confirmou que o Hipercar será homologado para a Europa e para a Austrália, com uma produção prevista entre 50 e 100 unidades por ano.
Quanto ao preço, e em declarações à Autocar, Simon Saunders referiu que será “inferior a um milhão” de libras, o que corresponde a 1,16 milhões de euros.
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