Não é gralha: para ocupar o lugar do pequeno Daihatsu Copen, o salão de Tóquio vai servir de palco ao novo Daihatsu Kopen. O antecessor manteve-se em actividade durante cerca de uma década e chegou a ser vendido fora do Japão, incluindo no continente europeu. Com frequência apontado como um “mini Audi TT”, por causa da inspiração estética evidente, o Copen nascia da plataforma dos kei-cars da Daihatsu: motor à frente, montado sobre o eixo dianteiro, e com tracção também nas rodas da frente.
Daihatsu Kopen: a sucessão do Copen em Tóquio
No Kopen, a Daihatsu altera a “pele”, mas conserva a receita-base. Continua a ser um tudo à frente e permanece assente na mesma lógica de kei-car da marca. Ou seja, estamos perante um automóvel diminuto: 3.4m de comprimento e apenas 1.48m de largura. Sendo um roadster, é igualmente baixo, com 1.27m de altura.
Dimensões de kei-car e motor 660cc
A mecânica segue o que se espera da categoria: 660cc, agora repartidos por 3 cilindros, com sobrealimentação. A potência anunciada é de 64cv, e a transmissão surge associada a uma CVT (Caixa de Variação Contínua).
O Copen fora do Japão: mais cilindrada e caixa manual
Quando o Copen foi comercializado fora do Japão, a marca optou por substituir o bloco de 660cc por um 1,3l de 4 cilindros, com 87cv. A transmissão, nesses mercados, era assegurada por uma caixa manual de 5 velocidades. Os valores podem não impressionar no papel, mas o conjunto beneficiava de um peso na ordem dos 850kg, o que no modelo europeu permitia cumprir os clássicos 0-100 em menos de 10seg.
Europa fora do mapa e capota metálica retráctil
No caso do novo Daihatsu Kopen, a hipótese de receber uma motorização mais potente parece bastante reduzida. A razão é simples: a Daihatsu saiu do mercado europeu no ínicio de 2013, tornando pouco provável o investimento numa mecânica alternativa apenas para os poucos mercados fora do Japão onde o Kopen possa vir a ser vendido.
Quanto à capota, não há espaço para concessões às lonas. À semelhança do Copen, o Kopen mantém uma capota metálica manualmente retráctil.
Honda S660, concepts DX/DR e as versões RMZ e XMZ do Kopen
Com raízes nos concepts DX (Tóquio 2011) e DR (Indonésia 2012), o novo Kopen chega ao mesmo tempo que aquele que será, muito provavelmente, o seu rival mais directo: o Honda S660 concept, também ele um kei-car. De “concept” têm pouco, já que tanto o Kopen como o S660 se apresentam muito próximos de um automóvel de produção.
No Honda S660, ainda falta confirmação sobre a localização do motor e o esquema de tracção. Porém, se os rumores se confirmarem, poderá tratar-se de um mini desportivo com motor em posição central traseira e tracção às rodas traseiras, à imagem do pequeno Honda Beat da década de 90 do século passado.
Duas interpretações diferentes para a mesma ideia, embora o Daihatsu Kopen assuma uma linguagem mais estranha no desenho. A Daihatsu mostrou o Kopen em duas variantes, RMZ e XMZ, sendo que esta última aparenta alguma indefinição de identidade. Depois da boa recepção do DX de 2011, e à semelhança do que acontece com muitos utilitários e familiares no nosso mercado, surge uma versão “aventureira” com plásticos adicionais, com um ar de veículo pronto para enfrentar o próximo lancil do passeio. Esses elementos cobrem uma fatia substancial da carroçaria, tornando o desenho mais pesado, quase como se formassem um exo-esqueleto protector. Será apenas mais uma cedência às modas?
Depois do S660 da Honda, o Daihatsu Kopen vem reforçar o regresso dos pequenos desportivos (ou quase?), privilegiando mais a diversão do que a eficácia. Talvez a Smart ainda arrisque um sucessor do Roadster, quem sabe com um pedal de embraiagem entre as opções.
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