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Novo Audi Q7: visual renovado, três ecrãs e V6 Diesel

SUV Audi Q7 cinzento estacionado em showroom moderno com piso refletor.

Há 21 anos no topo da gama SUV da marca alemã, o Audi Q7 prepara-se para deixar de ser o porta-estandarte quando chegar o futuro Q9. Ainda assim, isso não travou a Audi de atualizar aquele que, por enquanto, continua a ser o seu SUV de maiores dimensões.

Como já indicavam as fotos-espia, a estética não se limita a uma simples evolução do modelo anterior. No exterior, o indício mais imediato de que estamos perante a terceira geração do Q7 (desde 2005) está na nova posição, mais elevada, dos emblemáticos quatro anéis.

A isto juntam-se faróis dianteiros LED digitais mais estreitos do que antes e uma grelha frontal mais vincada, com novas entradas de ar, aproximando o SUV da mais recente linguagem de design da Audi.

Visto de lado, destacam-se sobretudo os arcos das rodas mais musculados e um pilar traseiro mais vertical. Atrás, surgem novos farolins OLED ligados por uma faixa luminosa que atravessa toda a largura do Q7.

Agora com três ecrãs

No habitáculo, e em linha com a tendência atual, o novo Q7 reforça a digitalização ao acrescentar um terceiro ecrã dedicado ao passageiro da frente, que complementa o ecrã do painel de instrumentos e o monitor central do sistema de infoentretenimento.

A conectividade também é levada a sério: existem portas USB-C ao longo das várias filas, com 60 watts na segunda fila e 100 watts na terceira, além de bases de carregamento sem fios para dispositivos móveis.

O nível de conforto sobe igualmente. Os bancos dianteiros podem oferecer aquecimento, ventilação e massagem, e os encostos de cabeça podem integrar altifalantes próprios para chamadas, navegação e som envolvente. Em opção, podem ainda receber atuadores de vibração sincronizados com a música, com intensidade ajustável pelo utilizador.

Outro elemento em evidência é o teto panorâmico de grandes dimensões. A sua estrutura, mais fina do que noutros Audi, permitiu ganhar espaço em altura, tanto à frente como atrás.

Com o veículo imobilizado, o tejadilho pode tornar-se opaco, aumentando a privacidade. Por fim, o vidro laminado do teto panorâmico reflete a luz infravermelha e, segundo os engenheiros alemães, bloqueia 99,5% dos raios UV, dispensando a utilização de uma persiana tradicional.

A iluminação é, de resto, um dos maiores trunfos desta geração. O Q7 passa a incluir um dos sistemas mais avançados do mercado, combinando funções de apoio à condução com a capacidade de “comunicar” com o exterior.

Em articulação com os assistentes de condução, o Q7 consegue avisar outros condutores e peões sobre manobras ou perigos na via. Esses alertas podem ser emitidos pelos próprios grupos óticos e, em determinadas situações, através de projeções no asfalto.

Na prática, isto traduz-se em funcionalidades como o aviso de gelo na estrada no visor head-up, o reforço da visibilidade de peões em zonas de fraca iluminação sem os encandear e, durante a noite, a projeção de indicações luminosas no pavimento - desde o sinal de mudança de direção até mensagens para alertar outros utilizadores da estrada.

Outra estreia no novo Q7 é o sistema de portas automáticas, pensado para facilitar a entrada e a saída. Para maior comodidade, passa a existir também fecho suave, que termina automaticamente o encerramento quando a porta não fica totalmente fechada.

Todo este conjunto recorre a uma rede de sensores distribuída pelo veículo, que acompanha em tempo real o que se passa à volta do SUV e interrompe o movimento assim que são detetados obstáculos.

Interior (ainda) mais versátil

Além da tecnologia, o novo Q7 aposta numa utilização mais flexível do espaço, com três configurações possíveis de lugares: cinco de série ou, opcionalmente, seis (2+2+2) e sete (2+3+2).

De série, todos os bancos incluem regulação elétrica parcial. Nas versões de cinco e de sete lugares, é possível instalar três cadeiras de criança na segunda ou na terceira fila. Os encostos rebatem numa proporção 65/35.

A segunda fila pode ser ajustada através do ecrã central ou por comandos físicos situados nos pilares traseiros e na bagageira. Quanto ao porta-bagagens, a capacidade oscila entre 581 e 670 litros (nas versões de cinco e sete lugares, respetivamente), podendo atingir 2075 litros com os bancos rebatidos.

Para reforçar a vertente prática, a bagageira inclui ainda calhas laterais em alumínio para fixação de carga e pontos de ancoragem ajustáveis.

Diesel resiste

Para já, o novo Q7 é proposto apenas com um motor Diesel. Trata-se de um V6 com 3,0 litros e dois níveis de potência: 180 kW (245 cv) e 500 Nm ou 220 kW (299 cv) e 630 Nm.

Com um sistema micro-híbrido e um compressor elétrico, este conjunto assenta em três elementos principais: o alternador de arranque por correia, o gerador do conjunto motopropulsor e uma bateria de fosfato de ferro-lítio (LFP).

No uso real, o sistema elétrico acrescenta 18 kW (24 cv) como apoio, com o propósito de baixar consumos e melhorar a resposta ao acelerar. Permite ainda deslocações totalmente elétricas em curtas distâncias, particularmente úteis em manobras, estacionamento ou em contexto urbano.

Já o compressor elétrico, com 3,4 bar de pressão de sobrealimentação, atua de forma contínua em toda a faixa de rotações, contribuindo para uma entrega de potência mais imediata e progressiva.

O destaque não fica pelas motorizações. As ligações ao solo também mereceram atenção e, por isso, o SUV alemão pode ser escolhido com três soluções de suspensão.

De série, o Q7 vem com suspensão de molas de aço. Em opção, a Audi disponibiliza suspensão pneumática adaptativa, ou a variante pneumática adaptativa Sport com amortecimento eletronicamente controlado e uma variação de três centímetros na altura ao solo.

Quando chega?

Por agora, a Audi não revelou se a gama do Q7 vai contar com mais motorizações. Recorde-se que a geração anterior tinha uma oferta mais ampla, incluindo variantes Diesel, híbridas plug-in e a gasolina, entre as quais o SQ7 - cujo sucessor também permanece por confirmar.

Sabe-se, isso sim, que o novo Q7 será produzido em Bratislava, na Eslováquia, à semelhança das duas gerações anteriores, e que chega ao mercado alemão em junho de 2026, altura em que se inicia a fase de encomendas.

As primeiras entregas na Alemanha estão apontadas para setembro. Nesse mercado, os preços arrancam nos 87 900 euros para a versão de 245 cv, ao passo que a opção de 299 cv ficará disponível a partir de 90 500 euros.

Em Portugal, a chegada está prevista para o outono de 2026, embora a marca ainda não tenha divulgado os preços para o mercado nacional.

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