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Preço dos combustíveis: gasolina simples e gasóleo simples sobem a 16 de dezembro

Pessoa a abastecer combustível num posto, segurando carteira e smartphone com gráfico aberto.

No início da semana, confirmou-se o que as previsões já apontavam: esta segunda-feira, 16 de dezembro, o preço de ambos os combustíveis ficou mais caro.

Feitas as contas com os valores médios, a gasolina simples passa, a partir de hoje, a fixar-se nos 1,713 €/l, enquanto o gasóleo simples passa para 1,595 €/l.

Preço dos combustíveis: quanto subiu a gasolina simples e o gasóleo simples

A maior subida verificou-se na gasolina simples, com um aumento de 0,014 €/l. Já no gasóleo simples, a variação foi mais curta, com mais 0,005 euros por litro - ou seja, meio cêntimo.

Como são calculados estes valores médios (DGEG)

Como é habitual, a base de referência para o preço dos combustíveis são os números publicados pela Direção-Geral de Energia e Geologia (DGEG) - neste caso, os dados da passada sexta-feira, 13 de dezembro.

Os valores divulgados pela DGEG já contemplam os descontos aplicados pelas gasolineiras e as medidas do Governo que continuam em vigor. Ainda assim, importa sublinhar que estes não são, necessariamente, os preços que vai encontrar nos postos de abastecimento.

Trata-se de valores médios e meramente indicativos. Além disso, cada marca revendedora mantém a liberdade de definir o preço que entende mais ajustado à sua própria estratégia.

Diferenças nas gasolineiras: BP, Galp e Repsol

Olhando para algumas das principais gasolineiras, a BP, por exemplo, subiu a gasolina simples em 1,5 cêntimos e o gasóleo em um cêntimo. Já a Galp e a Repsol agravaram o preço da gasolina simples em dois cêntimos por litro. No entanto, enquanto a Galp aumentou o gasóleo simples em um cêntimo, a Repsol fez um ajuste de apenas meio cêntimo.

Medidas do Governo

As medidas extraordinárias de apoio aos combustíveis continuam em vigor, embora tenham vindo a ser reduzidas de forma gradual.

A trajetória de recuo dos «descontos fiscais» deverá manter-se, algo reforçado no Orçamento do Estado para 2025. Para 2025, o Governo propõe o “fim da isenção de ISP sobre os biocombustíveis avançados e o descongelamento progressivo da taxa de carbono”.

A atualização faseada da taxa de carbono é apontada como uma das medidas com maior peso na evolução do preço dos combustíveis. Recorde-se que esta taxa já teve três atualizações desde 26 de agosto - sendo a última em setembro.

Atualmente, a taxa de carbono está fixada em 81 €/t de CO2, de acordo com a Portaria n.º 210-A/2024/1. Ainda assim, permanece abaixo dos 83,524 €/t, que era o valor previsto para este ano caso o congelamento não tivesse existido.

O efeito acumulado das atualizações da taxa de carbono no preço dos combustíveis é de 7,5 cêntimos por litro no gasóleo e 6,9 cêntimos na gasolina.

O «desconto» do ISP também se mantém. Neste momento, o total do «desconto fiscal» aplicado aos combustíveis é de 17,6 cêntimos por litro de gasóleo e 19,2 cêntimos por litro de gasolina.

Fonte: Mais Gasolina

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