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Mercedes-Benz anuncia plano de redução de custos em larga escala

Carro elétrico futurista Mercedes-Benz cinza exibido num salão com três pessoas ao fundo.

Nos últimos meses, tem sido acompanhado de perto o que se passa no Grupo Volkswagen, que continua na iminência de encerrar algumas das suas fábricas. Agora, surge mais um construtor alemão a anunciar um plano de redução de custos de grande escala: a Mercedes-Benz.

Resultados “inaceitáveis” e origem do plano de redução de custos da Mercedes-Benz

A decisão aparece depois de um terceiro trimestre com resultados considerados “inaceitáveis”, como afirmou Harald Wilhelm, diretor financeiro da marca alemã. De acordo com os números divulgados, os lucros da Mercedes-Benz na área de automóveis de passageiros recuaram dois terços e a margem caiu para 4,7%.

Perante este cenário, a Mercedes quer cortar custos em vários milhares de milhões de euros ao longo dos próximos anos. Em paralelo, a marca aponta também para o aumento das receitas por carro vendido, com uma aposta clara na personalização dos veículos.

Embora tenha evitado falar em reduções no quadro permanente, Wilhelm deu a entender que os custos com mão de obra estão igualmente sob análise - sendo os trabalhadores temporários os mais expostos.

Na unidade de Sindelfingen, perto de Estugarda, na Alemanha, há já contratos temporários que deixaram de ser renovados. A razão principal prende-se com a procura mais fraca de modelos como o Classe S e o EQS.

Investimento e estratégia: combustão, híbridos e escolha do cliente

Ao nível dos investimentos estratégicos, a Mercedes-Benz vai continuar a atribuir maior importância aos motores de combustão, incluindo variantes híbridas. Mais uma vez, a justificação passa pela procura reduzida por automóveis 100% elétricos.

O CEO da Mercedes-Benz, Ola Källenius, confirmou que esta tecnologia continuará a ser determinante até à próxima década, garantindo que os clientes possam optar entre soluções elétricas e de combustão em todos os segmentos.

Soluções em cima da mesa

Para tentar reverter a situação, a Mercedes-Benz vai apoiar-se em lançamentos novos e relevantes. Um dos exemplos mais claros é a próxima geração do CLA, assente na nova plataforma MMA.

A apresentação está prevista para 2025 e deverá trazer uma autonomia elétrica alargada, além de sistemas híbridos ligeiros. Está igualmente previsto um novo sistema operativo e funcionalidades de condução autónoma de nível 2+.

Para lá disso, estão a ser ponderadas novas variantes elétricas de modelos como o Classe C e o GLC, bem como novas propostas 100% elétricas da AMG. As gamas GLE e Classe S também deverão receber atualizações.

Apesar das dificuldades sentidas no mercado chinês - sobretudo nos modelos mais luxuosos - a Mercedes acredita que a personalização dos automóveis e a aposta no segmento premium poderão ajudar a recuperar o equilíbrio financeiro.

Fonte: Automotive News

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