Previsão de preços para 4 de maio
O arranque da próxima semana, a 4 de maio, deverá trazer um novo aumento bastante acentuado no preço dos combustíveis.
De acordo com as previsões do setor para a primeira semana de maio, a subida mais pesada será no gasóleo simples, que vinha a descer nas duas últimas semanas: estima-se um acréscimo de 9,5 cêntimos por litro. A gasolina simples também deverá encarecer de forma relevante, com uma subida prevista de seis cêntimos por litro.
Se estas previsões se confirmarem, o preço médio do gasóleo simples deverá situar-se nos 2,050 €/l, voltando assim a ultrapassar o patamar dos 2 €/l. Já no caso da gasolina simples, o valor médio deverá alcançar os 1,988 €/l.
Como são apurados os preços médios da DGEG
A estimativa do preço dos combustíveis é feita com base nos dados divulgados pela Direção-Geral de Energia e Geologia (DGEG), neste caso os que dizem respeito à passada quarta-feira, 29 de abril. Os números apresentados pela DGEG já refletem os descontos aplicados pelas gasolineiras e também as medidas do Governo que estão atualmente em vigor.
Ainda assim, importa sublinhar que estes não correspondem, necessariamente, aos valores que encontrará nos postos de abastecimento: tratam-se apenas de preços médios e indicativos. Os revendedores continuam a ter liberdade para definir os preços em função da sua própria estratégia.
As medidas do governo em vigor
Depois de o setor ter apontado para subidas históricas no preço dos combustíveis, o Governo reforçou o desconto extraordinário aplicado ao ISP (Imposto sobre Produtos Petrolíferos e Energéticos). Nesta semana, o Executivo diminuiu o desconto em vigor aplicado ao gasóleo simples para seis cêntimos. No caso da gasolina simples, o montante aplicável manteve-se nos 4,58 cêntimos por litro.
Para a próxima semana ainda não foi publicada uma nova Portaria, mas é expectável que o desconto do ISP aplicado ao gasóleo simples e à gasolina simples volte a ser aumentado.
Esta redução extraordinária do ISP acumula com a que existe desde 2022, criada para mitigar o impacto do aumento dos combustíveis após a invasão da Ucrânia pela Rússia. Este mecanismo baixou parcialmente o imposto incidente sobre gasolina e gasóleo e tem vindo a ser ajustado de forma progressiva, em linha com a evolução dos preços.
Conflito no Médio Oriente e impacto no preço dos combustíveis
Convém recordar que a escalada do preço dos combustíveis em Portugal e na Europa está diretamente associada ao conflito no Médio Oriente, que levou ao encerramento do Estreito de Ormuz, uma das principais rotas de escoamento do petróleo do Golfo Pérsico. Cerca de 20% do comércio mundial de crude passa por esta via.
“O mercado petrolífero tem vivido dias de extrema volatilidade. Se antes do início do conflito o barril de Brent se situava nos 72 dólares, à data de publicação deste artigo o valor já escalou para os 110 dólares. O auge desta tendência verificou-se no início desta semana, quando o petróleo atingiu os 126 dólares, o valor mais alto desde 2022.
Comentários
Ainda não há comentários. Seja o primeiro!
Deixar um comentário