Contrato com a Saab para os radares Arthur
As Forças Armadas Suecas deram mais um passo na modernização das suas capacidades terrestres de vigilância e aquisição de alvos ao avançarem para a compra de novos radares de contra-bateria Arthur. O acordo assinado com a Saab, avaliado em aproximadamente 1,1 mil milhões de coroas suecas (SEK), prevê entregas em 2027 e inclui a versão mais recente do sistema. Esta configuração permite detetar e emitir aviso de fogos indiretos de entrada a distâncias até 100 quilómetros, com integração em viaturas que asseguram a mobilidade tática indispensável nos campos de batalha contemporâneos.
Opções de reforço, apoio e participação de aliados
Importa ainda referir que este novo entendimento contempla opções para sistemas adicionais e para apoio ao longo de um período de 15 anos, incluindo a possibilidade de países aliados aderirem ao programa. De acordo com Carl-Johan Bergholm, responsável pela área de negócio de Vigilância da Saab, a introdução dos radares Arthur traduz-se num aumento significativo de capacidade, reforçando a aptidão das brigadas suecas para detetar fogo indireto e reagir com rapidez em cenários de elevada complexidade.
Modernização do conjunto de radares: Giraffe 4A e TPY-4
A compra dos radares Arthur insere-se num plano mais amplo de renovação dos vários sistemas de radar ao serviço das Forças Armadas Suecas. Antes disso, em junho, a Suécia confirmou a aquisição de radares adicionais Giraffe 4A à Saab. Estes sistemas tridimensionais de vigilância aérea AESA conseguem detetar aeronaves, mísseis e drones, reforçando a cobertura tática e garantindo interoperabilidade com outras plataformas nacionais. Estes radares AESA representam um salto tecnológico importante na resposta a ameaças aéreas modernas e consolidam ainda mais a Saab como fornecedor estratégico da defesa sueca.
Em paralelo, a Suécia concluiu também a compra de radares TPY-4 à Lockheed Martin. Estes sistemas de vigilância aérea de longo alcance foram concebidos para identificar ameaças balísticas e aéreas a grandes distâncias. A sua incorporação complementa a cobertura disponibilizada pelo Giraffe 4A e acrescenta redundância estratégica, alargando a capacidade de resposta em cenários tanto regionais como globais.
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