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Ação da Tesla: analista do HSBC prevê queda para 131 dólares e alerta para riscos para Elon Musk

Pessoa analisa gráficos financeiros da Tesla num portátil, com Tesla e Elon Musk visíveis no ecrã e documentos na mesa.

Há quem antecipe meses difíceis para a empresa de Elon Musk.

Queda recente da ação da Tesla e nervosismo dos investidores

No momento em que estas linhas são escritas, a ação da Tesla negoceia a 371,75 dólares - continua num patamar elevado, mas acumula uma descida de 19% nos últimos seis meses. O sinal parece claro: muitos investidores históricos do construtor começam a afastar-se, receando o que pode acontecer à empresa no médio e longo prazo.

O cenário traçado por Mike Tyndall (HSBC) para a ação da Tesla

Essa leitura é, pelo menos, a do analista do HSBC Mike Tyndall, que voltou a reforçar a recomendação de reduzir a exposição ao título Tesla. Já tinha deixado esse aviso no início do ano e agora mantém a mesma posição.

Na sua visão, a ação da Tesla poderá recuar para apenas 131 dólares ao longo dos próximos 12 meses. A confirmar-se, seria uma queda muito acentuada, na ordem dos 60% face ao nível actual - e isto sem sequer considerar o máximo do ano passado, quando chegou aos 480 dólares.

Concorrência nos eléctricos, cybercab e “Full Self-Driving” na União Europeia

Segundo o especialista, a Tesla poderá sentir mais pressão no mercado dos veículos eléctricos, numa altura em que a concorrência se intensifica fora dos Estados Unidos - em especial na Europa e na China, onde já se nota um abrandamento. Para além disso, entende que a empresa tende a sobrestimar as suas perspectivas de crescimento à escala global.

O grupo tecnológico, acrescenta, poderá também enfrentar dificuldades para aumentar a produção do seu cybercab biplace, um elemento considerado crucial para a expansão do seu serviço de robotaxis. Nesse sentido, o arranque iminente da produção em série deste veículo será um teste determinante.

Por fim, é expectável que os investidores acompanhem com atenção o pedido de homologação do seu sistema avançado de assistência à condução “Full Self-Driving”, sobretudo nos Países Baixos e no restante território da União Europeia, até ao final do verão.

Riscos a prazo para Elon Musk?

Convém recordar que Elon Musk pode ficar numa situação financeira delicada se a cotação da Tesla continuar a cair, uma vez que a maior fatia da sua fortuna depende das acções da empresa. Uma descida mais forte colocaria o seu património sob pressão e tornaria mais difícil o pagamento de dívidas assumidas para financiar outros projectos, como a compra do Twitter.

Se o preço das acções descer, Musk poderá ver-se obrigado a vender ainda mais títulos da Tesla, o que tenderia a alimentar um ciclo negativo de desvalorização e poderia reduzir de forma significativa a sua riqueza.

Esse eventual recuo patrimonial teria também implicações políticas. O multimilionário recorre à sua influência financeira para apoiar campanhas eleitorais e projectar poder, como ficou patente na eleição de Donald Trump. Mais informações sobre este tema no nosso artigo anterior.


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