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Mapa atual da União Europeia (UE) para reduzir a dependência da China nas baterias: fábricas, Stellantis/CATL e cancelamentos

Mapa da Europa com marcadores coloridos e capacetes amarelos numa mesa de madeira com portátil ao lado.

A União Europeia (UE) tem vindo a desenvolver esforços para diminuir a dependência da China na cadeia de produção de baterias, tentando captar fabricantes para instalarem capacidade industrial no espaço europeu. Ainda assim, com a procura por veículos elétricos a abrandar, alguns construtores automóveis têm revisto em baixa ou travado os seus planos.

Entre os anúncios mais recentes de investimento está o da Stellantis e da CATL: as duas empresas vão aplicar 4,1 mil milhões de euros na construção, em Saragoça, Espanha, de uma fábrica de baterias de fosfato de ferro-lítio (LFP). Porém, este não é o único projeto em curso.

Neste artigo, conheça todas as infraestruturas - exclusivas - de produção de baterias que já operam na Europa, as que estão previstas e aquelas que foram adiadas ou canceladas.

Fábricas operacionais

Estas são as fábricas operacionais de baterias que já existem na Europa:

De entre os países referidos, a Espanha destaca-se como um participante com forte potencial nesta corrida industrial: passa de um cenário sem fábricas de baterias para a posição de um dos principais produtores europeus.

Neste momento, há 13 unidades de produção de baterias na Europa, embora algumas ainda se encontrem em fase de testes e arranque. Um exemplo é a fábrica da Morrow Batteries, em Arendal, na Noruega.

Já a unidade da Northvolt, em Skellefteå, na Suécia, interrompeu as operações em setembro de 2024 para ampliar as instalações, depois de ter enfrentado problemas de produção associados à procura mais baixa e à concorrência chinesa. Atualmente, esta fábrica está apenas a produzir células de baterias.

Fábricas previstas

Fique a conhecer as fábricas de baterias planeadas para a Europa:

Fábricas canceladas

No meio destes projetos, existem também fábricas de baterias cuja construção foi adiada ou mesmo cancelada. Uma delas seria uma unidade da Northvolt em parceria com a Galp, prevista para Setúbal, que teria como objetivo tornar-se a maior e mais sustentável fábrica europeia de conversão de lítio.

Contudo, o fabricante sueco abandonou o projeto depois de ter pedido insolvência e, sem parceiro, a refinaria acabou por ser forçada - pelo mesmo motivo - a seguir o mesmo caminho. Saiba em detalhe o que aconteceu:

Para além desta iniciativa, a Northvolt cancelou igualmente o que seria uma fábrica de células de baterias em Borlänge, na Suécia. Ainda assim, a Volvo Cars está a tentar adquirir o controlo total da NOVO Energy.e, a empresa resultante da joint venture com a Northvolt para produzir baterias, com o objetivo de fazer avançar o projeto.

Foram canceladas mais duas fábricas de baterias na Europa: uma na Finlândia, da empresa chinesa Svolt, e outra na Noruega, em Mo i Rana, da empresa Freyr. Em Itália, a Italvolt - apoiada pela empresa de design Pininfarina - adiou por tempo indefinido os planos de construir uma fábrica de baterias avaliada em 3,5 mil milhões de euros.

Em julho, a Porsche referiu que estava à procura de investidores para uma fábrica de baterias, mas não foram partilhados mais detalhes sobre este projeto.

Em sentido oposto, duas fábricas no Reino Unido - em Coventry e em Sunderland - continuam à espera de autorização para iniciar ou prosseguir a construção das respetivas instalações.

Fonte: Reuters

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